a. Enforced or self-imposed absence from one's native country. b. The condition or a period of living away from one's country. c. One who lives away from one's country. In Portuguese exile also means solitary place, solitude, isolation. For us +, correlated words / intuitions = prison, imprisonment, limitation; guidelines concepts / impressions = confinement, captivity, internment camp; implicated styles / sensations = minimalism, aesthetics of simplicity, scarceness, or just a list.
Wednesday, January 7, 2026
Fico contente de ver que uma nova safra de filmes feitos por mulheres está conseguindo complexificar a maternidade e sair da dicotomia que Ann Kaplan há anos apontou entre a mãe má e a mãe sacrificial que o cinema construiu. Trata-se de uma questão dificílima do feminismo matricêntrico. If I had legs, I’ll kick you, da americana Mary Bronstein, me lembrou Geule d’age (Meu anjo) de Vanessa Filho (2018), porém muito mais hábil em exibir o sufocamento da mãe e matizar a culpabilização e o julgamento espectatorial. Ainda não li as críticas ao filme, mas esse gesto me parece estar na decisão formal, no dispositivo de Bronstein, que mantém a filha todo o tempo no fora de campo e segue incessantemente a personagem-mãe, Linda (excelentemente construída por Rose Byrne) com planos fechados (close ups obstinados) em suas expressões angustiantes. O jogo alegórico com os buracos e os tubos, conduz a dimensão traumática do parto e a possibilidade de uma escolha equivocada pela maternidade x aborto, para além de uma conscientização militante, que pode estar tanto em associações poéticas quanto psicanalíticas - no sentido de que há sempre um resto na experiência de ser mãe que não cabe na linguagem e doí. Contudo, apesar de minha identificação profunda com Linda, ainda fico com a haptcidade mais visceral, a temporalidade e espacialidade mais intima, e o dispositivo enxuto, de Die my love (de Lynne Ramsay), que não trabalha com tantas camadas de simbolismo e por isso não é nada pedagógico. Fico também com a corporeidade inteira de Grace (Jennifer Lawrence) não menos claustrofóbica, porém desafectada das relações (mas a desafecção como um nojo que dura e chega a um escárnio das convenções sociais). Contudo é fundamental o modo como o tempo/espaço distribuído entre às tensões das relações em If I had legs contextualizem com mais detalhes o comprometimento da inserção social e afetiva da protagonista-mãe de uma menina anoréxica (questão fundamental para o body feminism).
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